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The Sovereignty of Sentience: A Phenomenological Approach to Peace for International Law

Autor
Anders Reagan
Extensão
61 páginas
Publicado em linha
8 de outubro de 2026
Revista
Journal on the Use of Force and International Law
Língua
inglês

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Principais conclusões

  • O artigo propõe um padrão à luz do qual o direito internacional pode ser avaliado face à sua finalidade declarada de manter a paz. Esse padrão, the Sovereignty of Sentience, define a paz como autodeterminação universalmente protegida e a violência como o comprometimento dessa proteção.
  • Na prática, o padrão pergunta se quatro proteções sociais se verificam para todas as pessoas: a condição de sujeito, a jurisdição, a liberdade e a segurança. A paz é a condição em que as quatro se verificam; a violência é a condição em que qualquer uma delas falha.
  • Lidas à luz do padrão, algumas normas do direito internacional, como a proibição do uso da força, salvaguardam estas proteções, ao passo que outras, como o direito de legítima defesa, permitem uma força que o padrão classifica como violência, mesmo quando é lícita ou necessária. O artigo apresenta estas conclusões para serem testadas e afirma que a sua aplicação exige «conceção institucional, indicadores e testes de casos» (tradução não oficial).

Resumo

O resumo publicado do artigo diz o seguinte, com duas passagens omitidas:

«Manter a paz internacional é o primeiro propósito das Nações Unidas, mas o direito internacional carece de uma definição consensual de paz à luz da qual se possa avaliar a sua conceção. Este artigo propõe um tal padrão: the Sovereignty of Sentience (SoS). … A metodologia do artigo é fenomenológica e aceita como apodítico apenas aquilo que a experiência na primeira pessoa pode verificar. Dentro desses limites, um sujeito pode confirmar a sua própria senciência, mas não pode prová-la a outros nem verificar a deles. … A teoria normativa derivada, a SoS, define a paz como autodeterminação universalmente protegida e a violência como o comprometimento dessa proteção. Aplicada a determinadas disposições e doutrinas jurídicas internacionais, a SoS classifica como violência a força exercida contra possíveis sujeitos sencientes, mesmo quando lícita ou necessária. Conclui que o direito internacional deve proibir a força contra todos os possíveis sujeitos sencientes para se alinhar com a sua finalidade orientada para a paz.» (tradução não oficial)

Em termos simples, o artigo parte daquilo que cada pessoa pode saber com certeza: que tem experiências próprias, que mais ninguém pode ver a partir de dentro. Uma regra que protegesse apenas quem conseguisse provar a sua experiência a outros não protegeria ninguém. O artigo pergunta, por isso, que regra protegeria cada pessoa e como seria o direito internacional se seguisse essa regra.

O artigo integra um número especial da revista, a publicar, sobre a paz no direito internacional. O número especial resultou do workshop «Peace in International Law: Myth, Reality, or Legal Obligation?», realizado na Universidade de Genebra a 6 e 7 de novembro de 2025, no qual o autor apresentou uma versão anterior da argumentação. Desenvolve o artigo do autor de 2023 «Reframing the Ontology of Peace Studies».

Referência

Anders Reagan. The Sovereignty of Sentience A Phenomenological Approach to Peace for International Law. Journal on the Use of Force and International Law, publicado em linha a 8 de outubro de 2026. https://doi.org/10.1080/20531702.2026.2742056

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